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» Cooptação versus autonomia: fortalecimento da sociedade civil e a constituição de sujeitos coletivos
Resultado do trabalho em grupos:
Divisão em 4 grupos. Discussão a partir de situações concretas de conflito entre cooptação e autonomia, apontando as raízes históricas (os porquês), as causas, e pistas para o enfrentamento das questões

Problemas (Situações vividas)

Raízes (causas)

Pistas (para solução)

Grupo 1

Relações da Câmara de Vereadores com OP e com o Executivo

*clientelismo

*limite da democracia representativa (instituição política não representa de fato)

*barganha (toma lá, dá cá)

*mobilização do judiciário

*enfrentamento via utilização dos meios de comunicação

*multiplicação das esferas de participação

Limites do cidadão em relação a interesses poderosos, como a especulação imobiliária

*impotência do poder público diante do poder econômico

*criação de conselhos de representantes

*mobilização do Ministério Público

*organização e articulação com outras entidades

Relações das entidades com os fundos municipais (gestão dos fundos nos conselhos)

*debilidade da distinção entre público e privado

*definição clara das atribuições das políticas públicas

*potencializar espaços de participação popular

Grupo 2

Líderes cooptados

*estrutural (financeiro)

*cultural

*falta de clareza que se refere aos objetivos do movimento

*apropriação dos espaços públicos

Organizações (ONGs, movimentos)

*estrutural (financeiro)

*cultural

*falta de clareza que se refere aos objetivos do movimento

*buscar institucionalização

*reivindicar do Estado compromisso com os setores da sociedade

Falta de clareza entre público e privado

*tradição autoritária

 

Observações do Grupo 2

Cooptação é decorrente de necessidade dos movimentos (conhecimento, estrutura financeira)

Autonomia deve ser inicialmente política, que ira possibilitar aos sujeitos coletivos fazer escolhas e analisar as propostas posteriormente econômicas para que possa desenvolver as ações concretas

 



Grupo 3

Falta de autonomia dos Conselhos – ingerências externas nos Conselhos Gestores                           

*medo do confronto e da repressão

*relações de poder

*procurar outros canais, criar (novos) mecanismos e canais

*construir sujeitos coletivos

Congelamento dos movimentos sociais

*confusões de papéis do movimento e do governo. Falta de articulação do movimento para sua relação com o governo

*melhor articulação, divisão de responsabilidades

Observações Grupo 3

 

 

Algumas pistas para autonomia

 

 

1 – Reflexão de qual é o papel do movimento e de seus membros.

 

 

2 – Movimentos organizados, mas com autonomia

 

 

3 – A parceria faz parte, mas cada um tem que saber o seu papel

 

 

4 – O papel de cada um dos atores não é igual; somente a definição clara de diferentes responsabilidades é que se abre espaço para a autonomia

Grupo 4

Organizações para pessoas com deficiência X Alianças com outros movimentos

 

Onde: CNAS

*privilégios

*assistencialismo

*clientelismo

*paternalismo

*filantropia

*fogueira das vaidades

*espaço para os movimentos de pessoas com deficiência

*sujeito de direitos e cidadão

*pessoa em situação de deficiência

Fragilidade e descompromisso das articulações

 

Onde: CONSEA São Paulo

*cultura de participação dogmática (eu)

 

*mecanismos de controle da representação

 


Fragilidade e descompromisso das articulações

 

Onde: CMS São Paulo

*limites: negociação e cooptação

*representação

*compreensão do que é ser representante e representado

Movimentos de moradia e os governos municipal e estadual (diferentes atuações)

*proximidade ou identificação, que dificulta o embate na luta por direitos

*representação dos papeis e das vozes