Diagnóstico
- Existência e a emergência de novas práticas da fazer política
- A necessidade de articulação destas novas práticas com o conjunto de outros atores
- Adquirir uma forma de organização para dar visibilidade às ações, legitimidade pressão junto ao Estado, monitoramento e assegurar os direitos
- Manter a autonomia dos movimentos
- Dificuldade nas relações com o Estado – ampliar como trabalhar a co-gestão
- Necessidade de articular as especificidades com as macro-questões econômicas
Raízes históricas dessas questões
- O fato de termos que lidar com imagens cristalizadas, há muita resistência de enxergar o outro, o novo.
- A existência da fragmentação dos órgãos governamentais, sem desenvolver uma articulação.
- A persistência de graves problemas e carências sociais: a saúde, a educação e carências sociais (falta de estrutura).
- A existência de uma cultura autoritária.
- A organização obsoleta do Estado para abarcar as múltiplas relações e, especialmente, os novos movimentos.
Pistas para o enfrentamento das questões
- Iniciativas com criatividade, irreverência produtiva.
- Construir uma agenda comum.
- Trazer novas pessoas e reconhecer novos sujeitos, dar visibilidade.
- Abrir o debate por intermédio de várias formas e temas.
- Divulgar um trabalho que sirva de exemplo para outra comunidade.
- Socialização da informação.
- Subverter os estigmas e introduzir novos temas no campo político.
- Articular as forças e grupos.
- Reconhecer as especificidades dos movimentos, porém articulando-os.
- Ter a cultura como grande elemento que propicia a visibilidade.
- Dialogar com as novas dinâmicas, como também com as dinâmicas já existentes.
- Dinâmicas existentes devem se articular e reavaliar a linguagem.
- Desenvolver a perspectiva da formação da cidadania: o que queremos, para quê estamos nos movimentando, para qual sociedade? (Ex: este seminário como um processo)
- Acolher a contradição como inerente às relações sociais.
Exemplos de iniciativas
Jardim Ângela – São Paulo – SP
- Trabalho com crianças e juventude – periferia
- Sarau – Recitar poesias de pessoas das comunidades
- Projeto Literatura Marginal
Campinas – SP
- Criação do Centro de Referência – sistema de serviço relacionado às políticas socais em Campinas
Recife – PE
- Monitoramento da gestão – vistoriar os serviços – Fórum de Mulheres que conta com 60 grupos com características distintas
Algumas questões do debate
- Quais as articulações com outros grupos que atuam na defesa dos direitos?
- Qual a receptividade dos outros segmentos?
- Como conseguir que os diferentes órgãos governamentais (Secretarias) conversem sobre os diferentes movimentos?
- Como os sujeitos coletivos estão oferecendo uma nova maneira de ver a realidade?
- Quais os limites concretos desses novos movimentos?
- Como os canais de participação são um mote para construir ou desencadear movimentos?
- Qual é(são) a(s) metodologia(s) utilizada(s) para mobilizar, aglutinar?
- Por que não se tem um movimento unificado?
- Como é tratado o movimento de mulheres, movimento de cultura das periferias e o movimento GLTTB?
- Como estas novas dinâmicas se relacionam com o Estado? Como isto está na agenda dos novos grupos?
- Até que ponto estas práticas novas vão se aproximando ou se distanciando do que queremos, uma sociedade mais justa?
- Como elaborar estas sugestões com as questões das classes? |